Telegram lança monitoramento de grupo no Brasil antes das eleições

O Telegram anunciou uma série de medidas com o objetivo de combater a disseminação de desinformação por meio de sua plataforma no Brasil. Esses recursos fazem parte de um acordo entre a plataforma e as autoridades do país antes das eleições de outubro.

Durante reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 6 de junho, o vice-presidente do Telegram, Ilya Perekopsky, anunciou as iniciativas. Segundo o executivo, o Brasil é o primeiro país do mundo onde o Telegram está introduzindo os recursos, que podem ser expandidos para outros países que enfrentam ameaças à democracia por meio da disseminação de conteúdo falso.

As iniciativas anunciadas por Perekopsky incluem o monitoramento do conteúdo em grupos. Segundo o executivo, postagens identificadas como sem contexto ou contendo informações falsas serão sinalizadas como uma potencial fonte de desinformação. O conteúdo é então encaminhado aos canais de checagem de fatos do Telegram para análise e posterior publicação das informações verificadas.

Os próprios usuários do Telegram poderão sinalizar e denunciar conteúdo potencialmente falso.

Durante o encontro com o ministro do TSE, Edson Fachin, Perekopsky também mencionou o canal do TSE na plataforma como um dos principais cases de sucesso da empresa. Lançado como parte dos compromissos da empresa para combater a disseminação de notícias falsas no Brasil, o canal verificado atraiu mais de 184 mil membros em menos de um mês.

Comentando sobre as preocupações do tribunal sobre a disseminação de informações falsas relacionadas às eleições, o ministro Fachin observou que o Brasil está “enfrentando circunstâncias que podem colocar em risco a democracia brasileira”. Durante a reunião, o secretário de tecnologia da informação do TSE, Julio Valente, apresentou uma lista de pedidos que a Justiça acredita que desinformarão.

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Entre os pedidos, a Justiça Eleitoral brasileira queria saber se poderia obter dados sobre a origem dos conteúdos maliciosos postados na plataforma. Segundo o TSE, isso permitiria às autoridades rastrear conteúdos falsos e identificar o usuário responsável por publicá-los em primeiro lugar.

Acompanhado pelo representante do Telegram no Brasil, Alan Campos, Perekopsky observou que a plataforma não conseguiu atender a algumas das solicitações do TSE devido à configuração operacional da empresa. Mas Perekopsky acrescentou que essas solicitações podem ser estudadas para implementação futura.

Em 7 de junho, Perekopsky se reuniu com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, um ávido usuário da plataforma. Segundo o vice-presidente da empresa, o principal assunto da reunião foi “liberdade de expressão”.

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