Desmatamento da savana com maior biodiversidade do mundo alerta cientistas brasileiros

SÃO PAULO, jan. 3 (Reuters) – O desmatamento em Córdoba, Brasil, disparou desde 2015, levando os cientistas na segunda-feira a alertar sobre o estado de savana do estado, a espécie mais ameaçada do mundo. Da mudança climática.

Distribuída por vários estados do Brasil, Cerato é uma das maiores savanas do mundo, muitas vezes referida como a “floresta invertida” porque suas plantas têm raízes profundas que afundam no solo para escapar da seca sazonal e do fogo.

A destruição dessas árvores, gramíneas e outras vegetações no Cerato é uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa do Brasil, embora seja muito menos densamente florestada do que a mais famosa floresta amazônica.

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O desmatamento e outras licenças em Seroto aumentaram 8%, para 8.531 quilômetros quadrados nos 12 meses até julho, período oficial do Brasil para medir o desmatamento, de acordo com a Organização Nacional de Pesquisas Espaciais. Isso é 10 vezes a área dos 783,84 quilômetros quadrados da cidade de Nova York.

“Isso é muito preocupante”, disse Mercedes Bustamonde, ecologista da Universidade de Brasília.

Bustamante criticou o governo por sua falta de transparência na divulgação dos dados de desmatamento no primeiro dia.

Considerando que mais da metade do Cerato foi devastada desde os anos 1970 para a agricultura e terras agrícolas, a devastação adicional é particularmente aguda, dizem os cientistas.

“Você muda milhares de quilômetros quadrados todos os anos”, disse Manuel Ferreira, geólogo da Universidade Federal de Goa.

“Alguns outros lugares da Terra viram essa mudança rápida.”

Ferreira disse que novas plantas e animais são constantemente descobertos no Cerato e estão sendo destruídos antes de serem examinados.

Depois de cair de um pico no início dos anos 2000, o desmatamento em Serrato tem aumentado desde a posse do presidente de direita Jair Bolsanaro em 2019, exigindo o crescimento em ecossistemas mais agrários e sensíveis.

No mês passado, dados de um grupo brasileiro de lobby da soja mostraram que os agricultores estavam usando mais das terras previamente desmatadas no Cerato do que desmatando áreas inteiramente novas para cultivar culturas comerciais. Mais da metade das fazendas de soja do Brasil estão localizadas em Cerado.

Bustamante e outros cientistas acusam Bolsanaro de promover o desmatamento e retirar a fiscalização ambiental com retórica em apoio ao seu desenvolvimento.

O escritório de Bolsanaro não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Ele já havia defendido sua política como forma de tirar o interior do país da pobreza, apontando que o Brasil estava mais seguro em seu território do que a Europa ou os Estados Unidos.

“O desmatamento é um indicador muito vívido e fundamental da péssima política ambiental deste governo”, disse Anne Allenkar, diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.

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Relatado por Jack Spring; Edição de Grand McCauley e Rosalpa O’Brien

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