Brasil investiga se vacinas foram trocadas por ouro ilegal

BRASÍLIA (Reuters) – Os promotores federais de Roraima estão investigando relatos de que minas de ouro estão sendo contrabandeadas para a reserva doméstica Yonomami para as vacinas do Govt-19, disse o Ministério Público na quarta-feira à Reuters.

Líderes tribais na região amazônica reclamaram dos negócios, e promotores dizem que estão investigando os relatos como parte de uma investigação em andamento sobre o desvio de vacinas destinadas aos povos indígenas.

O Brasil vive atualmente uma das piores ondas de infecção pelo vírus corona já experimentada por qualquer país, e sua população indígena é uma das mais vulneráveis.

A Associação Hutukara, que representa o povo Yanomami, sinalizou o caso ao Ministério Público com o apoio da ONG Institudo Sociompional.

O sindicato disse que um trabalhador de saúde no distrito de Homoxy vacinou mineiros ilegais em troca de ouro. O sindicato disse que o trabalhador vendeu gasolina e um gerador para os mineiros por ouro.

“Os yanomami reclamam há muito tempo que produtos e medicamentos destinados à saúde doméstica estão sendo desviados para os mineiros selvagens”, disse Terio Copenova Inomami, de Hutukara, descrevendo as queixas formais enviadas aos advogados e ao ministério da saúde.

Em outro caso, o sindicato disse que um profissional de saúde privado se reunia com mineiros à noite e lhes dava remédios em troca de ouro.

A carta foi recebida em 5 de abril e o Ministério da Saúde informou que havia aberto uma investigação.

Relatório de Lisandra Paraguay e Ricardo Brito, escrito por Jamie McGeever; Compilado por Jane Wardell

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