A notícia de que o preço do combustível subiu não é novidade para os brasileiros. Somente de abril até novembro, foram mais de 30 reajustes. A última alta foi anunciada ontem, pela Petrobras e, desta vez, o acréscimo é de 1,8% nas refinarias. Na sexta-feira, o valor da gasolina já tinha um acumulado da semana de aumento, que chegou nas bombas a 1,43%, ou seja, o preço médio que era de R$ 3,96 passou para R$ 4,02. O preço médio do etanol subiu 1,95% para o consumidor na última semana, passando de R$ 2,758 por litro para R$ 2,812. Esses reajustes fazem parte da nova sistemática de formação de preços da empresa, em vigor desde julho e que prevê aumentos frequentes com a finalidade de acompanhar o mercado internacional. O repasse ou não para o consumidor final depende de cada revendedor. Esse percentual de aumento de combustível (que chegou no final de outubro a início de novembro a mais de 9%) ultrapassa a previsão de inflação do ano, que é de 3,06%, segundo expectativa do Banco Central, anunciada ontem. Este índice da inflação é o menor desde 1988, para se ter uma ideia de quanto a inflação está baixa. No ano passado, o percentual fechou em 6,29%.

 

Entrevista com Sadi Montemezzo

O coordenador dos postos de combustíveis da região de Lages, Sadi Montemezzo, concedeu uma entrevista exclusiva ao Correio Lageano sobre a alta frequente dos combustíveis.

Correio Lageano: Os donos de postos de combustíveis estão lucrando com o aumento dos preços?
Sadi Montemezzo: Há 700 frentistas em Lages. No meu posto tenho 26 funcionários, faturo limpo R$ 90 mil, mas minha despesa é R$ 110 mil. Se não é a loja de conveniência, eu e muitos não sobreviveriam.

O valor do combustível em Lages segue a média nacional?
São poucos os dias que não recebemos aumento das refinarias, na semana passada, foram 9% e não conseguimos repassar 3% para as bombas. Você percebe que em outras cidades, o preço está R$ 4,18 nas bombas e esse é o valor correto para os donos de postos terem lucro. Estamos perdendo lucro, venda e o consumidor abastece cada vez menos. Em Lages ainda se vende com um preço mais baixo.

Existe expectativa de o preço parar de subir?
Precisamos que o revendedor faça um preço adequado para todos, independentemente de bandeira. Há uns que vendem mais barato, mas e a qualidade?

Fonte CL +

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