abril 15, 2021

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Cientistas alertam que a variante do COVID-19 no Brasil infectado pode reinfectar pessoas

A variante altamente contagiosa do COVID-19, que surgiu no Brasil e agora é encontrada em pelo menos 20 países, pode reinfectar pessoas que já se recuperaram da doença, disseram os cientistas na terça-feira.

Em um estudo sobre o surgimento e a propagação do vírus mutante na cidade de Manaus, na selva amazônica, os cientistas dizem que essa variante, conhecida como P1, “tem uma galáxia de mutações únicas” e se tornou a variante de crescimento mais rápido por lá.

Das 100 pessoas em Manas que já se recuperaram da infecção pelo vírus corona, “25 a 61 delas estão em risco de reinfecção com B1 em algum lugar”, disse Nuno Faria, um especialista em vírus do Imperial College London. Realizou pesquisas que ainda não haviam sido estudadas.

Os cientistas estimam que o vírus P1 seja 1,4 a 2,2 vezes mais contagioso do que a forma inicial.

Em conferência de imprensa sobre os resultados, Nuno disse que é muito cedo para dizer que a capacidade da variante de prevenir a imunidade a infecções anteriores e que as vacinas também conferem menos protecção contra ela.

“Não há realmente nenhuma evidência neste momento de que as vacinas atuais não funcionem contra o B1”, disse Faria. “Eu acho que (vacinas) vão pelo menos nos proteger de doenças e também podem ser contra infecções.”

Cientistas de todo o mundo estão seguros contra novas formas mutantes do vírus corona que podem se espalhar facilmente ou são difíceis de prevenir com as vacinas existentes.

O estudo, realizado com cientistas das Universidades de São Paulo, Brasil e Oxford, Reino Unido, sugeriu que a variante P1 pode ter aparecido em Manas no início de novembro de 2020.

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A primeira infecção foi identificada em 6 de dezembro, disse Faria. “Vimos quão rapidamente P1 superou outros descendentes e vimos que a taxa de P1 cresceu de zero a 87% em cerca de oito semanas.”