Chapecoense vence o Avaí e leva vantagem para a decisão do Catarinense em Chapecó

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Final é jogo de bola e também de nervos. Os últimos estaduais mostraram isso. A Chapecoense reforçou o conceito no primeiro encontro com o Avaí pelo título do Campeonato Catarinense de 2017. Aproveitou um leve destempero do adversário para chegar ao fundo das redes. Os donos da Ressacada, palco do confronto, perderam o lateral Capa depois de 17 minutos do apito inicial. Com um a mais, a Chape ampliou a vantagem com a perna direita de Luiz Antônio. O Verdão também perderia um atleta expulso. Não lhe fez falta, a vantagem foi ampliada.

Agora, o time de Chapecó pode jogar pelo empate na Arena Condá, às 16h de domingo, para ficar com o troféu – e sagrar-se bicampeão pela primeira vez no Campeonato Catarinense. O Avaí vai precisar vencer por dois gols de diferença. A missão azurra ficou ainda mais complicada. Não conseguiu mudar a vantagem diante de 15.754 torcedores.

Briga de nervos

Pegada, o teu nome é decisão. Da disputa de bola à discussão depois de falta valorizada. O Avaí tinha a desvantagem, pressa e nervosismo. Se o título vem com empate no placar agregado, era óbvio que a Chapecoense iria bater um simples lateral ou escanteio quando a eternidade na porta batesse. A pressão que gera indecisão, como aos 15 minutos, entre Alemão e Betão dentro da área que sobrou para Rossi desperdiçar. Gera também o destempero. Capa deixou as finais aos 17 minutos, depois de aplicar cotovelada em Moisés Ribeiro. Ia embora a chance do Avaí em finalizar o Catarinense sem atleta expulso. A chance de tirar a vantagem do adversário diminuía.

A Chape cresceu, como não poderia deixar de ser com a vulnerabilidade azurra de ter um a menos. Coube ao camisa 10 Marquinhos deixar a partida para dar lugar a Maurício e à reconstituição do sistema defensivo. Pouco adiantou. O Verdão do Oeste já trabalhava na fragilidade do adversário e nem precisou o lado esquerdo que Capa deixou. Foi pelo outro, o direito, o bom da Chapecoense, que Luiz Antônio apareceu para bater cruzado e rasteiro. Nem foi forte, mas o bastante para passar por Kozlinski e se aninhar na rede. A vantagem era ainda mais verde.

Mas a torcida avaiana não perdeu a esperança, e a renovou três minutos depois do golpe de Luiz Antõnio. Aos 38, Andrei Girotto também foi expulso, numa entrada forte e questionável se o cartão vermelho era cabível. Heber Roberto Lopes julgou que sim e os dois times jogariam com 10. No entanto, nem houve tempo para ao menos o Avaí equilibrar as ações. A etapa inicial fechou no 1 a 0 em favor da Chapecoense.

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Segundo tempo

Ofensividade era premissa do Avaí ainda antes de o jogo começar. Com o placar em favor do adversário, foi ainda mais. Se a Chape travava e administrava ainda mais o tempo, os donos da Ressacada se esforçaram na ligação direta. As bolas iam em direção a Júnior Dutra, ou apareciam para ele. Porém, o pouco tempo para escolher a jogada, face a marcação apertada dos de verde, não permitia o arremate efetivo. Eu ia fora, ou fraco e descomplicado para o goleiro Artur Moraes.

Passados 20 minutos, Claudinei Oliveira tirou Maurício e botou João Paulo no jogo. A segunda substituição foi gasta para o mesmo setor. Depois faria a mudança típica para as circunstâncias, saída de volante e entrada de atacante. Foi Luan, entrou Lourenço. A Vagner Mancini também agiu. Para levar a bola para longe de sua área e não deixar o rival tomar gosto pelo ataque, mandou Niltinho no jogo: velocidade para incomodar.

O Avaí ainda teve oportunidade de marcar duas vezes com Denílson. O artilheiro azurra na competição não conseguiu. A vantagem é ainda mais verde.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ (0)

Kozlinski; Leandro Silva, Alemão, Betão e Capa; Luan (Lourenço), Judson e Marquinhos (Maurício e depois João Paulo); Romulo, Júnior Dutra e Denílson. Técnico: Claudinei Oliveira..

CHAPECOENSE (1)

Artur Moraes; João Pedro, Grolli, Luiz Otávio e Reinaldo; Moisés Ribeiro, Andrei Girotto e Luiz Antônio (Natan); Rossi (Niltinho), Arthur Caike (Osman) e Wellington Paulista.
Técnico: Vagner Mancini

GOL: Luiz Antônio, aos 35 do primeiro tempo (C).
AMARELOS: Wellington Paulista, Luiz Antônio (C).
EXPULSOS: Capa, aos 17 do primeiro tempo (A), e Andrei Girotto, aos 38 do primeiro tempo (C).
ARBITRAGEM: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Neuza Inês Back e Helton Nunes.