abril 12, 2021

Portal On Jack

Agência de Notícias e Fotojornalismo

A vacina atinge os descendentes de escravos fugitivos enquanto COVID-19 destrói o Brasil

MAGE, Brasil (Reuters) – Esta semana um raio de esperança alcançou uma comunidade de escravos que fugia do Rio de Janeiro, recebendo sua primeira dose da vacina Covit-19 após uma longa luta por reconhecimento em um momento em que se tornou o Brasil- centric. Contágio do coronavírus.

A comunidade de Maze, a 50 quilômetros do Rio, é chamada de “Guilombo”, uma imigração fundada por pessoas que fugiram da escravidão e hoje é habitada por brasileiros afrodescendentes.

“Era uma luta constante, diária, sem dormir”, disse Ana Beatrice Bernards Nunes, vice-presidente da Associação Comunitária Guillobola no Rio de Janeiro, sobre a luta para que o governo incluísse as comunidades nos grupos prioritários de vacinação. Povos indígenas do Brasil.

“Hoje, depois de tantas mortes, estamos vacinando nossa comunidade”, acrescentou.

Por meio de um gramado aberto usado para cerimônias religiosas, sob o mesmo teto, um médico tirou frascos de um ar condicionado e vacinou o grupo de mascarados reunido.

De acordo com a Fundação Cultural Palmeras, que promove a história e a cultura afro-brasileira, existem mais de 3.000 guilhotinas em todo o Brasil. O programa brasileiro de vacinação estima que mais de 1 milhão de pessoas vivam nessas comunidades.

O Brasil foi o último país dos Estados Unidos a abolir a escravidão em 1888. Naquela época, pelo menos 4 milhões de pessoas haviam sido deportadas da África e forçadas a trabalhar nas plantações de açúcar e em toda a economia.

A maioria de seus descendentes em Guilombos ainda vive abaixo da linha da pobreza, com difícil acesso à saúde e são particularmente vulneráveis ​​ao COVID-19.

A última onda do COVID-19, impulsionada por cepas mais infecciosas do vírus corona, está destruindo o Brasil, com mais de 4.000 mortes diárias pela primeira vez nesta semana. O número total de mortos no maior país da América Latina subiu para mais de 340.000, e alguns especialistas dizem que o país pode ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o país mais alto do mundo.

READ  Notícias do governo ao vivo: últimas atualizações e casos de vacinas

O presidente Jair Bolsanaro se opôs às fechaduras, dizendo que o custo da mão de obra era pior do que as vidas perdidas pelo vírus, mas recentemente passou a mostrar mais apoio às vacinas.

O programa de vacinação em massa do Brasil começou lentamente, pois o país falhou em se mover rapidamente para garantir o fornecimento da vacina. Menos de 15% dos adultos recebem a primeira dose.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 12% da população prioritária que vive nos quilombos já foi vacinada pelo Programa Nacional de Imunizações.

Segundo Paulo José dos Reyes, líder do Maze Guilombo, a vacinação significa que o pior já passou.

“Isso nos dá esperança de que ainda haja dias melhores”, disse ele.

Relatório Pilar Olivares; Edição de Bill Bergrotin