abril 15, 2021

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A nova cepa, interrompendo a vacinação, ultrapassa 10 milhões de casos de COVID-19 no Brasil

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O Brasil ultrapassou os 10 milhões de casos confirmados do vírus corona nesta quinta-feira, ameaçando destruir ainda mais um país onde as vacinas foram suspensas em várias cidades devido à escassez de novas vacinas variantes descobertas na Amazônia.

Foto de arquivo: Um agente de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena de Manas produz a vacina contra coronavírus coronavírus (COVID-19) em Synovac, na aldeia Rio Uru, na aldeia São Jos, em terra indígena. Estado do Amazonas, Brasil, 13 de fevereiro de 2021. Imagem tirada em 13 de fevereiro de 2021. REUTERS / Bruno Kelly / Arquivo de foto

Os arqueólogos alertaram que a recente temporada de festas pode aumentar ainda mais as epidemias, que ocorreram no início das comemorações do Natal e do Ano Novo.

A queda nas taxas de infecção de setembro a outubro levou alguns a pensar que o pior já passou, mas o país estabeleceu novos recordes semanais de novos casos e mortes este ano.

Até quinta-feira, o Ministério da Saúde havia aumentado o número total de infecções para 10.030.626, incluindo 51.879 casos nas últimas 24 horas.

A epidemia matou 243.457 pessoas no Brasil, o pior número de mortes fora dos Estados Unidos. Houve 1.367 mortes adicionais desde a última atualização na quarta-feira, de acordo com dados do ministério.

“Apesar do tamanho desse número, ainda é muito menor do que o número real devido à falta de exames”, disse Alexandre Niem Barboza, chefe de epidemiologia da Universidade Estadual Paulista.

O presidente Jair Bolzano reduziu a gravidade da epidemia, pedindo aos brasileiros que voltem ao trabalho e não o vacinem.

Com a nova cepa brasileira – que surgiu na cidade de Manaus, na selva – os especialistas estão preocupados com a possibilidade de as coisas piorarem.

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A nova epidemia, considerada mais contagiosa, já foi registrada em seis estados brasileiros, incluindo o Rio de Janeiro, onde sua prevalência pode pressionar ainda mais os serviços de saúde.

Em Manas, a onda de infecções pesou sobre os hospitais. A certa altura, em janeiro, as enfermarias de terapia intensiva estavam transbordando, fazendo com que um grande número de pacientes fossem transportados de avião para outros estados. Os médicos disseram que compartilham oxigênio entre os pacientes, alternando a cada 10 minutos.

“Acreditamos que essa (variação) também seja um dos fatores que causaram a erupção no evento”, disse Felipe Navega, virologista do Instituto Fiocruz Amazônia.

De particular preocupação são os números crescentes de casos devido ao lento programa de vacinação do Brasil.

Várias cidades importantes, incluindo Rio de Janeiro e Salvador, interromperam a imunização depois que os medicamentos acabaram.

Apesar da promessa de vacinar mais de 210 milhões de pessoas até o final do ano, o Ministério da Saúde já forneceu 11,8 milhões de doses aos estados.

Usando vacinas que requerem duas injeções por pessoa, esta é a mais baixa dos 104,2 milhões necessários para vacinar grupos de alto risco no Brasil.

Na quarta-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pasuwello, prometeu receber mais 11,3 milhões de doses até o final deste mês, incluindo 2 milhões de doses da vacina de estrogênio, que a Índia ainda não confirmou que será fabricada e fabricada.

“É difícil ver essa trágica situação melhorando até o final deste ano”, disse Naim.

Declaração de Fonseka em Point Pedro; Escrito por Stephen Eisenhammer; Edição de Sonia Hepinstall